Barack Obama dá entrevista ao Príncipe Harry para BBC

Desde que deixou a Casa Branca em janeiro do ano passado o ex-presidente Barack Obama, tem sido muito seletivo e raramente tem dado entrevistas. Mas em setembro concedeu uma entrevista ao Príncipe Harry, membro da família Real Britânica convidado pela rádio 4 da BBC.

Na entrevista o ex-presidente, sem fazer nenhuma menção ao seu sucessor, (o atual Presidente dos Estados Unidos Donald Trump), conseguiu criticar as constantes aparições de Trump em suas redes sócias e suas opiniões consideradas atrasadas e preconceituosas.

Obama foi enfático ao declarar que pessoas com posição de destaque, precisam de um cuidado especial quando se propõem a fazer uso das redes sociais, pois as mesmas são objeto de especulação, o que se escreve lá perde o tom e pode ser facilmente destorcido, complementou Obama.

Isso faz com que determinados fatos tomem uma direção muito distante do que se pretende. O Presidente Donald Trump usa as redes sociais, para expor diversos comentários sem demonstrar nenhuma preocupação com o resultado, ou com a distorção que os usuários das redes farão deles.

Obama foi questionado pelo Príncipe Harry quanto a impressão deixada por ele na posse de Donald Trump. A mídia acredita que Obama estava profundamente introspectivo e com um semblante caído. A isto Obama respondeu que estava pensando em tudo o que aconteceu, durante todo seu mandato.

Pensava em sua esposa, e quanto ela foi determinante para que tivesse se tornado Presidente, “sem ela nada daquilo teria acontecido”, afirmou Obama. O ex-presidente afirma que aquele não era o final que esperava, e temia por seu legado e realizações como presidente.

O Príncipe Harry também foi indagado quanto a experiência que estava tendo como entrevistador a frente de um programa de rádio, Harry respondeu e ao final fez uma piada lembrando que o entrevistador era ele!

O encontro se deu no Canadá, onde o príncipe promove um evento para condecorar heróis de Guerra. A entrevista somente foi publicada no final de 2018 e algumas das respostas do ex-presidente repercutem na mídia americana até hoje.